Desporto Foz do Sousa e Covelo

Sousense volta a atrasar-se na luta pela manutenção

[caption id="attachment_10973" align="alignleft" width="300"] Sousense perde em casa frente ao Salgueiros / Foto: Manuel Gabriel[/caption] O Estádio 1.º de Dezembro recebeu a décima quarta jornada da Série B do Campeonato de Portugal, que colocou frente a frente duas equipas em lugares de descida: Sousense e Salgueiros. A vitória acabou por sorrir ao conjunto forasteiro. Domingo é sinónimo de futebol. Muitas famílias unem-se pelas suas equipas de coração e abandonam o conforto dos seus lares com a ilusão de se abraçarem ao som de um golo. Na Foz do Sousa não foi diferente. Os minutos iniciais do encontro não foram propriamente um hino ao bom futebol, com a ansiedade a fazer-se sentir e a não deixar que o jogo fluísse com a qualidade pretendida. Ambas as equipas atuaram num 1x4x3x3 - com o triângulo invertido - e o encaixe era notório. Os verdadeiros desequilíbrios não aconteciam em ataque posicional e nota para Patrick Andrade, trinco cabo-verdiano de 24 anos, que deu muita consistência à formação salgueirista. À passagem do minuto 10, surgiu o primeiro canto da partida. Para o Salgueiros. Depois de uma infantilidade do setor defensivo do Sousense, José Postiga, irmão do internacional português Hélder Postiga, ficou isolado, mas não foi lesto o suficiente para abrir o marcador, conquistando nada mais do que um canto. O jogo estava de parada e resposta e, por isso, pouco depois, uma bola colocada nas costas da defensiva dos visitantes deixou Francisco Santos, mais conhecido por Chico e adaptado à posição de ponta-de-lança, em excelente posição para marcar, que não fez melhor do que acertar em cheio na trave da baliza de Wellington Luís. Os adeptos da casa gritaram cedo demais. Ainda assim, o golo acabaria por chegar com naturalidade. Mas para a equipa contrária. À boleia de uma bicicleta que se deslocou desde Salgueiros. Quando o relógio marcava um quarto de hora de jogo, um belo cruzamento da direita encontrou o pontapé acrobático de Tiago Alves, que abriu o “placard” na Foz do Sousa. Mas que grande momento de futebol. A principal fonte de desequilíbrio do Sousense no jogo do último domingo foi o aproveitamento da profundidade, quase sempre ancorados na velocidade dos seus homens da frente. Criaram três situações de golo no primeiro tempo com esse paradigma. E destaque para Rogério Silva, extremo direito do Sousense, que fez o quarto jogo pela sua equipa, assumindo-se como o elemento mais agitador da formação local. Um esquerdino a jogar pelo flanco direito, potenciando os movimentos interiores e procurando combinações com o ponta ou mesmo a finalização. Um bom jogo do atleta de 20 anos. Pouco depois do apito de Renato Gonçalves para o início do segundo tempo, belíssima jogada individual de José Domingos, recém-entrado, de novo a criar desequilíbrios pela direita, com Vieirinha a não perdoar perante o guarda-redes Ivo. Estava feito o 2-0, na melhor altura possível para marcar e na pior para sofrer. Paulinho, o capitão da equipa local, saiu aos 50 minutos devido a lesão, entrando para o seu lugar Rui Carvalho. O avançado de 23 anos vindo do Bragança é evoluído tecnicamente e inteligente a jogar, estamos perante um pé direito que, seguramente, merecia pisar o tapete verde durante mais tempo. Durante a segunda parte, o Salgueiros foi estando sempre mais perto do terceiro golo do que o Sousense do primeiro. E isso demonstra a exibição menos conseguida da turma gondomarense, que conseguia chegar perto da baliza adversária sobretudo através dos lances de bola parada. Ironia do destino, à passagem do minuto 70, um livre fantástico do argentino Daniel Denot esbarrou no travessão da baliza de Ivo mas Danielson acreditou mais do que todos e na recarga fez o terceiro para a formação do Salgueiros, estabelecendo o resultado final. Filipe Vieirinha, o homem do jogo, saiu já perto do minuto 90 para dar o seu lugar a João Morgado. À Conversa com Paulo Menezes Paulo Menezes, treinador do Sousense há cerca de um mês e meio, revelou-nos que a sua equipa “precisa claramente de se reforçar com qualidade numa série altamente competitiva”. “Quando assumi este compromisso, em 24 pontos possíveis o Sousense tinha apenas três conquistados e desde que aqui chegamos temos duas vitórias, duas derrotas e um empate”, destacou o técnico de 47 anos.

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