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Na ‘Oficina do Alfredo’ todos os brinquedos são de madeira

[caption id="attachment_1807" align="alignleft" width="300"]Os bonecos da Oficina do Alfredo já chegaram ao Brasil / Foto: Pedro Santos Ferreira Os bonecos da Oficina do Alfredo já chegaram ao Brasil / Foto: Pedro Santos Ferreira[/caption]

Há uma oficina em S. Pedro da Cova onde a produção de brinquedos artesanais ainda existe. São todos únicos, de madeira e a personalização fica a cargo das crianças. O objetivo é “tornar o brinquedo mais do que um objeto”.

Hélder Gandra trabalha numa oficina com o nome do pai. A ‘Oficina do Alfredo’ produz brinquedos de madeira para todo o mundo e a marca, garante o artesão, já está “a ser projetada”. “Isto começou porque surgiu-me a ideia de fazer um brinquedo, graças ao trabalho do meu pai. O meu pai disse-me para desenhar mais brinquedos e comecei a aperfeiçoar a produção de brinquedos, nos últimos seis anos. Nos últimos três anos comecei a tentar criar um projeto sozinho e está a resultar”, conta o sãopedrense. “Tem sido positivo, porque a marca está a ser projetada para fora de S. Pedro da Cova e até para o estrangeiro. Os turistas que compram mantêm contacto connosco e também temos presença no Facebook, onde somos muito contactados”, refere ainda Hélder Gandra. “Para uma criança, um brinquedo deve servir como semente da imaginação”

Carros, peões, robôs e helicópteros são alguns exemplos dos brinquedos produzidos na oficina. Para o artesão o “objetivo é tornar estes brinquedos mais do que um objeto.” “Não considero estes brinquedos antigos, considero-os simples. Essa é a grande diferença para os brinquedos contemporâneos. Para uma criança, um brinquedo deve servir como semente da imaginação. Com o brinquedo de madeira é possível personalizar com pintura, e transformar o brinquedo. Além disso, há sempre a possibilidade de os reparar e duram mais tempo”, comenta Hélder Gandra.

O marceneiro começou por divulgar o trabalho em escolas e pequenas feiras e é por aí que quer continuar a vender. “Nós podemos pôr bonecos nas lojas, mas as lojas não nos vão pagar, só pagam quando venderem os bonecos e não lhes interessa se os bonecos são portugueses ou chineses, o que interessa são os lucros. Preferimos apostar nas feiras e na venda direta ao público”, confessa.

Para já o trabalho corre-lhe bem e, por isso, pretende continuar na produção das suas obras de arte de madeira. “A profissão deve ser escolhida tendo em conta a devoção e vocação das pessoas”, refere Hélder. “Se eu não gostasse de fazer brinquedos, eles não seriam bem feitos. Sou feliz no que faço”, remata.

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