Junta de Freguesia de Rio Tinto Sociedade

Marco Martins assegura 90% da normalidade na Corporação de Bombeiros Areosa-Rio Tinto

A Associação de Bombeiros Voluntários Areosa-Rio Tinto estão na ordem do dia, devido às manifestações de descontentamento perante o atual comandante Marco Martins. Acusam-no de prepotência, arrogância e narcisismo.

O Comandante Marco Martins afirma que “Alguns elementos da corporação foram na moda de outros locais. Está na moda pousar capacetes no chão. Tiveram como base o que tinha acontecido nos bombeiros de Silves, que foi bastante mediatizado e decidiram repetir o cenário. Ao contrário do que se passa nos outros nove quarteis do país que estiveram na mesma situação, no caso da Areosa não há nenhuma queixa de roubo, agressão, violência, fraude ou desrespeito por parte do comandante. A única critica que me fazem é ser demasiado exigente e fazer cumprir regras”. 

Quando questionado sobre os níveis de exigência responde que quando assumiu funções acabou com alguns vícios que existiam no quartel. “Numa corporação é importante a disponibilidade dos bombeiros. Inúmeras vezes acontecia (e ainda acontece, mas menos), que estão elementos de serviço e não colocam os meios disponíveis. Logo, o CMOS não nos pode acionar para responder às emergências. Ser exigente é não permitir, que quando toca a emergência, um bombeiro acenda um cigarro, antes de ir para a ambulância. Ser exigente é querer que a ambulância quando sai do hospital e esteja limpa, desinfetada, fique disponívelSe se queixam dessa exigência, então têm razão, porque sou exigente. Quando assumi a gestão da corporação pediram-me para ser exigente. E eu sou. Os números têm provado isso. Da alegada exigência tem resultado mais respostas a pedidos de socorro”. 

A prontidão de um corpo de bombeiros mede-se pelo número de emergências e pelo número de horas disponíveis de meios. “Em 2025 aumentamos 36% o número de horas de meios de socorro disponíveis”. 

Confrontado novamente com as acusações de que é alvo afirma que “a única coisa a apontar é a exigência. Quando recebi o comando em Julho, reuni com todos os piquetes, equipas, e a única coisa que me apontam é isso, exigir que haja mais meios disponíveis e o mais prontos possível. Agora é evidente que se não cumprem à primeira ou à segunda vez, já não sou simpático na abordagem. O que originou esta situação foi juntarem-se um grupo de pessoas, que por algum motivo, não gostavam de mim, a algumas pessoas que queriam ser nomeados para quadro de comando e não foram. E há outro fator que é o “comandante Marco Martins”. Sou um comandante mediático, queiramos ou não, por isso atingiu estas proporções. E, claro, terá havido alguma política aqui no meio. Há uma instrumentalização disto em alguns dos elementos e o resto foram influenciados”, reforça. 

O comandante afirma ainda que dos 19 pediram a passagem ao quadro de reserva15 já quiseram regressar ao serviço. Na prática só 12 puderam, porque os restantes não podem porque estão suspensos preventivamente enquanto decorre o processo disciplinar. “Mesmo sem esses 19 que não fizeram serviço em janeiro, conseguimos aumentar a produtividade face a 2025, significativamente. Temos tudo para este ano darmos um salto ainda maior. Com melhor gestão de recursos, novas viaturas, novo fardamento e mais formação. Os que protestaram e que voltaram têm lugar cá dentro, porque gostam disto. Esta semana abri concurso na progressão na carreira, todos os que pediram reserva e voltaram, puderam concorrer”. 

Marco Martins assegura que após conversa com os bombeiros que já regressaram ao quartel alguns disseram que “foram arrastados pelo processo. Há um líder e o resto vai atrás. Obviamente que todos gostam de ser bombeiros como eu gosto. Por isso é que já regressaram 12. Óbvio que houve comportamentos que tiveram de ser alvo de processos disciplinares, que serão analisados, é inevitável. Mas a porta está aberta! Acredito que houve política por trás. não tenho dúvidas disso, quiseram usar os bombeiros para me atingir. Lamento imenso que isso tenha acontecido”. 

“Sou bombeiro há 33 anos. Nunca quis ser comandante, nunca me passou pela cabeça. Sou o único caso no País que passou de Presidente de Câmara para comandante, mas fi-lo por amor à instituição”, confessa.

A operacionalidade nunca esteve em causa. Em janeiro houve duas noites em que o “grupo dos descontentes” boicotou o piquete, mas, felizmente, não aconteceu nada. Já reorganizamos os piquetes em fevereiro para que não volte a acontecer. Nunca esteve em causa o socorro à população”, confessa. 

O cenário é de 90% de normalidade. “Foi um episódio triste, lamento que tenha acontecido, não há motivos para que isto tenha motivado protestos nem tomado estas dimensões. Não fiz nada de errado, há um ou outro detalhe que se pode afinar, mas a linha mestre está traçada. A ideia é os BVART continuarem a crescer, com mais resposta à população”.  

“Ao contrário do que dizem algumas más-línguas, ganho zero nos Bombeiros. É um trabalho totalmente voluntário”. Mesmo os serviços que conferem direito a pagamento, não recebo nada. As verbas ficam para a Associação, para investir em melhorias para o corpo ativo”, reforça.

Neste momento estão abertos 21 processos disciplinares, que serão avaliados por Comandantes externos ao concelho de Gondomar. 

Referir ainda que contactámos os bombeiros, que se manifestaram nas redes sociais, no entanto não quiseram prestar declarações.

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