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Imóveis ao abandono no concelho vão ser entaipados

[caption id="attachment_1969" align="alignleft" width="300"]Edificios entaipados Funcionários da CMG a entaipar o edifício[/caption]

“Esta situação não podia continuar”, explicou o presidente da Câmara de Gondomar, Marco Martins. O edil referia-se a um conjunto de imóveis, agora entaipados, que se situam na Rua de Fernão Magalhães, em Rio Tinto, junto ao cruzamento para a Rua da Cavada Nova, em situação de abandono total há vários anos.

“Era um perigo para os peões, os automobilistas, os residentes e a própria escola”, começou por esclarecer Marco Martins aos jornalistas. No dia 11 de julho, a autarquia concluiu o entaipamento de um conjunto de imóveis situados na Rua de Fernão Magalhães, em Rio Tinto, junto ao cruzamento para a Rua da Cavada Nova, em situação de abandono total há vários anos. Marco Martins, presidente do município, prometeu, ao lado de Nuno Fonseca, presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, que não tolerará eventuais situações semelhantes. “Não podemos colocar peões, veículos ou vizinhos em risco só porque o proprietário não cumpre as condições. O proprietário foi notificado pessoalmente e por escrito. Como não deu resposta, a Câmara interveio. Na altura, quando era presidente de Junta, alertei para este problema. O que faltava aqui era vontade política” , explicou o presidente da Câmara. A situação destes imóveis, segundo a autarquia, “arrastava-se há anos.” e já estava a pôr em risco outras habitações, o trânsito - pedonal e automóvel -nas imediações e, até, a própria Escola Secundária de Rio Tinto, que se situa nas traseiras. Em apenas três semanas, a utilização indevida do espaço por alguns sem abrigo causaram inclusive nove incêndios, garantiram os presidentes. Os edifícios foram, por isso, emparedados pela Câmara Municipal, numa obra de cerca de oito mil euros. “Esta é uma das ruas mais movimentadas de Rio Tinto e tivemos que ter o cuidado de zelar por esta zona. Era uma zona de grande risco para quem passava por aqui”, indicou ainda o presidente da Junta, Nuno Fonseca.

400 casos semelhantes em Gondomar

O próximo passo do município é notificar os proprietários de mais 400 casos semelhantes a este no concelho e induzi-los a intervir para garantir a segurança dos cidadãos. Caso tal não aconteça, a autarquia promete intervir. “No concelho temos cerca de 400 casos semelhantes a este que queremos resolver. Por ordem de gravidade temos Rio Tinto, S. Cosme e Valbom. Durante o mês de Agosto temos algumas intervenções já planeadas. Vamos ter equipas dedicadas exclusivamente a este trabalho”, concluiu Marco Martins.

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