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Clave de Sol: orfeão de Fânzeres está em crescimento

[caption id="attachment_11276" align="alignleft" width="300"]Orfeão Clave de Sol - fevereiro 2018 O Orfeão Clave de Sol ensaia, semanalmente, no Salão Paroquial de Fânzeres / Foto: Pedro Santos Ferreira[/caption]

A freguesia de Fânzeres tem, desde maio do ano passado, um novo projeto musical: o Orfeão Clave de Sol de Fânzeres. Os amantes do canto coral ensaiam às terças-feiras, no Salão Paroquial de Fânzeres.

Todas as semanas, um grupo de apaixonados pelo canto coral reúne-se, sob a direção artística do professor António Diogo, para ensaiar vários temas musicais e dar vida ao mais recente orfeão de Gondomar.

Chama-se Orfeão Clave de Sol de Fânzeres e nasceu da vontade de um grupo de catequistas que contou, desde logo, com o apoio da União das Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova e da Paróquia de Fânzeres, onde estão sediados.

Apesar das dificuldades inicias e da permanente associação à Igreja de Fânzeres, o orfeão acabou por alargar o número de participantes nos ensaios semanais e os convites para espetáculos não tardaram a surgir.

"Sempre levamos o projeto a sério, mas julgo que a freguesia ainda não estava preparada para ter um orfeão. Felizmente, tivemos o apoio da autarquia e hoje notamos uma grande adesão aos nossos concertos", afirma Paula Vilhena, vice-presidente da direção da coletividade.

O projeto foi "bem recebido" pelos restantes grupos corais de Gondomar, que o acarinharam e prestaram todo o apoio necessário. "Nunca existiram rivalidades, pelo contrário. Os membros dos outros orfeões sempre disseram que estamos a um bom nível e que temos feito um bom trabalho", acrescenta.

Entre as principais características do grupo, está a capacidade de interpretar musicalmente temas de outras línguas, uma característica que prevalece desde a fundação do Orfeão Clave de Sol de Fânzeres.

Para Paula Vilhena, que é também um dos sete membros fundadores, o primeiro ano de atividade "superou as expectativas, apesar de todos os momentos complicados". "Tenho muito orgulho neste grupo", finaliza.

Coristas felizes com participação no Orfeão de Fânzeres Dulce Alves, 53 anos, corista: "Estou aqui desde o início do orfeão. Gosto muito de música e já tinha participado neste tipo de atividades. Estou aqui há um ano. Queremos dar à população o que vamos aprendendo ao longo do ano e é uma forma de não estarmos fechados em casa"

Amaro Cardoso, 40 anos, corista: "Estou no orfeão desde o início. Sou músico e estudo música. Quis participar neste orfeão porque quis dar o meu contributo para criar algo que não existia nesta freguesia. Este primeiro ano de atividade tem sido desafiante e com altos e baixos, sempre com grande exigência"

António Diogo, 64 anos, Santo Tirso, responsável direção artística: "Temos grandes potencialidades neste orfeão, mas o talento também tem que ser pressionado. Procuro preparar da melhor forma estes músicos e tentamos ser um coro mais abrangente. Queremos ter um espetáculo por mês e apresentar canções novas com essa regularidade"

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