Concelho de Gondomar Cultura

RAMMWERK: TRIBUTO À BANDA RAMMSTEIN

A banda alemã Rammstein é o que une este grupo que lhe faz um tributo. As vestimentas, a música, a forma como a interpretam homenageiam esta banda e permite que várias pessoas que não tenham possibilidade de ver os Rammstein consigam ter uma perceção de como é o espetáculo deles. O VivaCidade esteve à conversa com este grupo.

Quem são os membros desta banda?

Carlos Sousa – Vocalista e guitarrista – Sou uma pessoa que sempre fui apaixonado pela música, desde muito pequeno que ouvia álbuns como Pink Floyd, música mais para o rock antigo. Depois comecei no “metal” quando introduziram a metálica, como os Rammstein, e acho que sem música não havia vida porque é um pilar muito importante. 

Marisa Gomes – teclista - Juntei-me a eles sem querer, através do meu marido. A música sempre fez parte da minha vida, desde os meus avós, tios, pais, toda a gente gosta de música e de todo o género, desde o pimba, ao rock, metálica, igreja, coro, tudo mesmo, tudo o que tem a ver com a música faz parte da minha vida. 

Ricardo Matos – guitarrista e segunda voz - A minha paixão na música começou desde os meus nove anos quando saiu o Guitar Hero, peguei na guitarra que foi um dos primeiros instrumentos que me veio à cabeça e a partir daí comecei a tocar géneros de música diferenciados, seja no âmbito de rock, metal ou country. A música é um suporte para mim. 

Fernando Oliveira – teclista - A minha paixão pela música começou aos quatro/cinco anos, com os vinis do meu pai, ele punha algumas músicas, ficava maluco com os sintetizadores. Começar nesta banda foi uma coisa fora do normal, porque não gosto de rock nem de metal, quando ouvi Rammstein, pensava que era alguma coisa parecida com os Ramones, mas quando ouvi melhor vi que tinha uma componente eletrónica muito forte, pela qual me apaixonei rapidamente.

Marco Oliveira – baixista - Aprendi a gostar de música quando o meu pai ao fim de semana punha vinis a tocar e cresci com aquele hábito da música. Tenho alguns membros da família que também estão ligados à música, mas nada profissional. 

Pedro Matos – baterista - A minha paixão pela música começou aos nove anos, antes disso só ouvia música comercial e houve uma pessoa que me apresentou Rammstein e gostei. Quando era jovem só ouvia praticamente Rammstein. Sempre gostei. Antes de ser baterista, era guitarrista, mas quando entrei na bateria foi uma coisa diferente. 

Como é que começou o projeto e porquê tributo aos Rammstein?

Pedro Matos: Fui eu que criei a banda. Há muitos anos queria criar algo relacionado com os Rammstein. Já tinha uma banda há 10 anos e naquela altura não tinha muito sucesso, não era o momento certo. Depois do concerto dos Rammstein, senti necessidade de criar um tributo a esta banda. A banda surgiu através de uma publicação no Facebook. 

Fizemos o primeiro ensaio num estúdio no Porto, estávamos tímidos, mas correu bem.  

Tiveram aulas de alemão ou há alguma descendência familiar?

Carlos Sousa: Não sei falar alemão, é por imitação, mas já fui elogiado por um alemão. Sempre tive facilidade em replicar algo que ouço ou vejo. 

O que é que vos fascinou na banda Rammstein?

A voz é uma parte importante, porque a voz grave e o alemão são uma coisa icónica. Uma pessoa que não gosta de “metal” ou de rock, quando ouve Rammstein abana a cabeça. Rammstein é fácil de se gostar.  As composições das músicas são muito bem pensadas e não são saturadas. Neste género de música há espaço para os instrumentos brilharem, na componente eletrónica, nas melodias e isso fez-nos apaixonar. Gostamos muito das músicas e de como elas estão feitas. 

 

No concerto que deram na Associação Acgitar, em Gondomar, o que ressaltou foram as roupas, que se aproximaram muito da banda principal. Acham importante esta imitação quase perfeita da banda?

O Pedro insistiu muito nessa parte da imagem que era importante para marcar a diferença. Tentamos assemelhar-nos ao que eles vestem e tentamos assemelhar-nos a nível visual. Nós percebemos desde cedo que a parte visual era muito importante, porque além da voz reparamos na vestimenta e é isso que fica.

Pedro Matos: A insistência na indumentaria foi no sentido de nos diferenciarmos dos restantes. Sigo uma banda de tributo na Alemanha e vejo por eles que estão a ter muito sucesso. 

 E concerto nesta Associação como é que correu? 

A nível de adesão foi muito bom. O concerto na Acgitar tendo em conta que é um sítio de difícil acesso, ficamos muito contentes. O nosso primeiro concerto foi numa iniciativa motard, que acabou por nos alavancar. 

Porque que é as pessoas que não apreciam este estilo de música vos devem ir ver?

Acho que em primeiro lugar, quem vai ver os Rammwerk não vai ver só um tributo aos Rammstein, vai ver um espetáculo completo. Tentamos recriar o que é visto num concerto desta banda, quem gosta de Rammstein sai satisfeito e quem gosta de música sai, igualmente, feliz.  Tudo o que nós fazemos é tudo ao vivo, não utilizamos backing tracks, sentimos mais e vivemos mais. Podemos sempre fazer uma animação ou um improviso extra. 

Quais são os objetivos que têm para o futuro?

O nosso objetivo é andar por Portugal e sendo ambicioso para fora do país, como Espanha, por exemplo. Gostávamos de ir às concentrações motards de Góis e Mirandela, bem como ir ao Rock in Rio e a Vilar do Mouros.

Têm algum apoio?

Não há nenhum patrocínio ou apoio. 

Qual é a vossa opinião sobre o estado da Cultura em Portugal?
Acho que há muita gente em Portugal que anda na música por carolice, isso acaba por ser alimentado por um sonho de um dia. Portugal deixa muito a desejar no que toca à cultura.  Achamos que o Rock in Rio devia dar oportunidades as bandas de rock e metal, bem como nas festas locais deviam dar essa oportunidade. 

Quais são os vossos próximos concertos?

30 de Março – Bragança – JP Rock Café
4 de Maio – Mary Spot – Matosinhos

25 de Maio – Concentração em Pinhel – Clube de Falcões estrada
26 de Julho – Espinho – 30º aniversario do Moto clube de espinho 

A quem é que devem um agradecimento?

Queremos agradecer uns aos outros, porque sem nós nada era possível. Temos de agradecer, principalmente, às nossas mulheres e namoradas. À nossa esteticista que foi responsável pela melhoria na nossa imagem para esta performance. Há pessoas que gostam de facto da música, e queremos agradecer as que nos acompanham nas redes sociais e pessoalmente.

Instagram: @rammwerk_oficial 
Facebook: RammWerk 
Youtube: RammWerk 

 

 

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