Joana Resende Vozes da Assembleia Municipal

Pelo Direito, pelo Dever

Na última edição deste jornal comemorávamos os 45 anos passados sob a Revolução dos Cravos, o nosso 25 de Abril, a data que nos trouxe a Liberdade. A maior conquista dessa revolução foi a Democracia, o regime político em que vivemos e assentamos o nosso país, em que todos os cidadãos elegíveis e sem exceção participam igualmente na criação de leis, no seu desenvolvimento, no exercício do poder e da governação.

Todos nós fazemos a nossa parte no governo deste país (e do mundo) através das pessoas que elegemos para nos representar, naquilo que se chama o sufrágio universal. A Democracia desse 25 de Abril deu-nos a possibilidade de novos e velhos, ricos e pobres, homens e mulheres, contribuirmos todos e de igual forma para os desígnios do nosso futuro. Todos nós valemos um voto. Todos nós valemos o mesmo. E todos nós temos o direito e o dever de livremente escolher quem queremos que represente os nossos ideais, os nossos pontos de vista, as nossas estratégias.

Sabemos que hoje em dia há uma descrença grande no sistema político geral, em que a abstenção mais do que uma arma é uma resignação. Mas deixar que os outros, todos os outros que se importaram e foram votar, decidam por mim quem estará a determinar o meu futuro? Não ter uma voz participativa no meu caminho, na minha vida?

É disto que se trata a Democracia, as eleições. Sejam elas autárquicas, legislativas ou europeias, quando vamos à mesa de voto e cumprimos com o nosso direito, aquele que alguns dos nossos pais e avós estavam proibidos de fazer, estamos a decidir que caminho vai tomar o nosso futuro. E quando as pessoas que escolhemos para dar voz aos nossos ideais saem derrotadas, pelo menos sabemos que ali se mantém na luta, sem desistir, sem deixarem de olhar pelos nossos desígnios.

As eleições europeias não devem e não podem ser olhadas como menos importantes. No próximo domingo, estaremos a votar para a única assembleia transnacional do mundo, que elege o presidente da Comissão Europeia, nomeia os comissários, e os responsabiliza pelas suas ações. Esta assembleia aprova legislação, orçamentos; representa-nos além continente nas agendas políticas e sociais; defende os valores do Tratado da União Europeia; mantém a ordem comercial, institucional e a paz.

Serão assuntos sem importância para nós? Serão assuntos que, mal geridos, não interferem na nossa vida?

Não consigo aceitar que, fruto de tantas privações e luta dos meus pais e avós, hoje eu tenha a liberdade de escolher, e não o faça por absentismo. Eu vou votar dia 26 de maio. Vou escolher quem me representa. Vou dar um voto de confiança em quem melhor me elucidou e com quem partilho a minha visão europeísta.

Últimas Notícias

Águas de Gondomar renova tripla certificação de excelência operacional

27/05/2026

Jovens gondomarenses apurados para a World Cup de Patinagem

25/05/2026

Criminalidade geral em Gondomar reduziu segundo Conselho Municipal de Segurança

22/05/2026

André Rubim Rangel apresenta em diversos locais do país o seu novo livro

21/05/2026

Gondomarense conquista medalha de bronze em torneio internacional de Karaté

20/05/2026

De Gondomar para o futuro: o impacto da mentoria social na vida dos jovens

19/05/2026

Comissão Festas de São Jorge: “Foi uma festa nunca vista em Zebreiros”

19/05/2026

Luís Filipe Araújo: “Vamos fazer tudo o que está ao nosso alcance para que seja possível os gondomarenses terem os transportes gratuitos”

19/05/2026