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Paróquia de Rio Tinto tem novo padre

Vítor Ramos é o novo pároco da Igreja de São Cristóvão de Rio Tinto. Tomou posse no passado dia 5 de Fevereiro e o VivaCidade foi ao seu encontro falar sobre os novos desafios de estar à frente da paróquia de Rio Tinto. 

 

Quem é o padre Vítor? 

O Padre Vítor é um jovem sacerdote ordenado há seis anos e meio, natural concelho da Maia, que reside desde criança em Vilar do Pinheiro, Vila do Conde, e que sempre quis ser padre. Licenciei-me em direito canónico,  fui pároco no concelho da Maia, em Nogueira da Maia Silva Escura, trabalhei nos serviços centrais da diocese, fui reitor do Santuário do Monte da Virgem e agora estou aqui a assumir a paróquia de São Cristóvão de Rio Tinto. Um grande desafio, sendo que é uma das maiores paróquias da nossa diocese do Porto e de Portugal. 

Anteriormente mencionou que “sempre quis ser padre”. A vocação sempre esteve aí? 

Sim. Nas memórias mais remotas naquelas brincadeiras de escola sempre quis ser padre e na adolescência fui acompanhado pelo seminário. E acabei por ser ordenado a padre em 2016. 

Há alguém que tenha como referência nesta sua passagem, ainda que curta, mas que o tenha influenciado de forma decisiva para chegar onde está hoje? 

Os párocos com quem vivi em Vila do Conde. Foram figuras determinantes e modelos inspiradores para seguir o sacerdócio. 

O que pretende trazer para a paróquia de Rio Tinto? 

Nós somos chamados e isto é uma linguagem muito de igreja, mas como disse Jesus “nós fomos chamados a ser sal da terra, a luz do mundo” e ser fermento nesta grande massa tão rica, tão complexa, tão diversificada que é a cidade de Rio Tinto. A Paróquia de Rio Tinto tem muita vida e o pároco é chamado a ser esse maestro dessa grande orquestra que é a paróquia, mas, também, é aclamado para ser uma figura inspiradora, que possa ser um congregador da nossa comunidade de Rio Tinto de todas as forças vivas que nela vivem e trabalham. 

A freguesia de Rio Tinto e, como sabe teve aqui o padre Vidinha durante muitos anos e depois teve num curto espaço de tempo, o padre Avelino Jorge. Tendo em conta a importância que o padre Vidinha teve na paróquia questiono se quer seguir o legado que ele deixou ou então pelo contrário faz questão de colocar a sua marca nesta freguesia? Como é que vai conseguir gerir estas duas situações?

O facto de a paróquia ter tido padres que estiveram no sacerdócio mais de quarenta anos diz bem certamente dos sacerdotes que serviram esta paróquia. Contudo diz ainda mais sobre o povo que acarinha e que se liga diretamente ao seu padre. Sem sombra de dúvida que a paróquia tem uma grande marca dele fruto de tantos anos de presença aqui, mas não quero seguir ninguém porque certamente também ele também não quis seguir ninguém, mas procurarei servir o melhor à paróquia de Rio Tinto e a marca positiva que ele deixou essa sempre vai continuar como uma marca muito positiva.

Rio Tinto é uma freguesia eminentemente urbana, há diferenças quando se chega a uma freguesia mais urbana depois de se gerir uma mais mais rural. Como é que se trata esta diferença de freguesias? 

As diferenças são muito grandes. Esta freguesia é uma terra de braços abertos e têm sido esses braços abertos que eu tenho sentido até antes de chegar cá, a 5 de Fevereiro, com dezenas de mensagens de felicitações e boas vindas. É diferente de um contexto mais rural em que as comunidades são mais pequenas em que os vínculos de comunidade são muito fortes, as  pessoas conhecem-se e a dimensão também ajuda nesse conhecimento. A nossa freguesia de Rio Tinto tem já uma escala e essa relação de proximidade também se perde é verdade e, também, aí a presença e a ação da paróquia e do pároco é consequentemente diferente.

Temos daqui a cinco meses a maior festa da cidade: São Bento das Pedras é uma festa que só por si já arrasta milhares de pessoas, este ano vai propor à comissão organizadora alguma ideia nova ?

Não, estou cá para ver aquilo que será feito este ano e certamente muito bem dinamizado pela nossa comissão com o apoio também das entidades da Junta de Freguesia, da Câmara Municipal, que eu sei que muito apoiam a nossa romaria e depois certamente para o ano já tendo uma primeira experiência do São Bento e de São Cristóvão aí sim certamente poder melhorar, porque só estamos aqui para melhorar. 

Relativamente a esta situação dos abusos sexuais na igreja católica qual é a sua opinião?

A igreja vive uma hora difícil, mas uma hora de purificação. A igreja tem enfrentado esta questão já há algum tempo, a conferência episcopal teve a coragem de criar esta comissão independente para o estudo dos abusos. Acho que a igreja está na linha da frente a enfrentar esta questão. É uma situação difícil e dolorosa. Os testemunho das vítimas merecem o nosso maior respeito e temos que continuar em busca da verdade e principalmente prevenir estas situações. Também acho que a igreja com isto deu também um sinal à sociedade civil, pois este fenómeno não é algo só da igreja é transversal à sociedade civil. E, portanto, a igreja com esta comissão deu um sinal para que também outros possam trilhar o mesmo caminho. Sem moralismos fáceis sem julgamentos repentinos, mas que possamos também aqui construir uma sociedade melhor mais atenta e mais cuidadora dos mais pequenos e dos mais frágeis. 

Portugal vai organizar daqui a seis meses este grande evento que são Jornadas Mundiais da Juventude, que relevância terá para o nosso concelho?

A organização das Jornadas Mundiais da Juventude vai exigir de todas as paróquias das maiores à mais pequenina alguma mobilização. No caso da nossa própria de Rio Tinto como a cidade do Porto receberá muitos jovens. Tudo isto obedece a uma orgânica estabelecida e criteriosa para que este acolhimento se faça nas devidas condições em estreita cooperação com as entidades públicas que estão a apoiar muito este evento. Penso que as entidades públicas acolheram  bem a iniciativa das Jornadas Mundiais da Juventude porque é também a imagem de Portugal no mundo que nos projeta. Foi assim noutros países e nós não poderíamos fazer de outra maneira. 

Estou a olhar para si atentamente e reparo que está a abordar esta situação com um entusiasmo grande, está de alguma forma envolvido nestas jornadas? Tem alguma presença especial?

Estou agora a inteirar-me do dinamismo aqui na paróquia de Rio Tinto em relação às jornadas. Nunca participei em nenhuma jornada mundial da juventude, mas esse entusiasmo que viu no meu rosto é o que eu vejo no rosto dos nossos jovens que estão a trabalhar para isso, semana após semana, com as suas angariações de fundos, participando em várias atividades e iniciativas preparatórias das jornadas com este horizonte de grande proximidade. 

Só para terminar quer deixar alguma mensagem enquanto novo pároco da Freguesia de Rio Tinto?

Os rio tintenses podem contar com um pároco sempre disponível. Tentarei ser o melhor pároco possível. Estarei sempre disponível para que os de fora saibam que o pároco contribuirá para que Rio Tinto seja uma cidade melhor, uma comunidade melhor.

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