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Oficina Fluvial promove construção de valboeiros 

O Valboeiro – Oficina Fluvial é uma iniciativa que visa a construção de um valboeiro, mostrando todo o seu processo. O valboeiro é um barco que antigamente era utilizado de três formas distintas: o transporte de mercadorias, fazer a travessia entre margens e para que as pessoas se deslocassem ao longo do rio. “Era a gondomarense de antigamente até à abertura da Marginal entre Porto e Entre-os-Rios”, afirma Artur Sousa, porta-voz da Oficina.

O Valboeiro- Oficina Fluvial pretende dar a conhecer o que porventura as pessoas possam não conhecer. “Porque só se pode gostar do que se conhece”, menciona Artur Sousa.  A essência do projeto é mostrar às crianças a construção do barco bem como a sua utilidade e o que está por detrás do mesmo. 

“A ideia base foi criar uma oficina para que o mestre Manuel Sousa (construtor de valboeiros) pudesse partilhar os seus conhecimentos com quem estivesse interessado neste processo de aprendizagem, e assim foi. A criação desta Oficina Fluvial só foi possível com a colaboração da União de Freguesias de Melres e Medas, da União de Freguesias Gondomar (S.Cosme), Valbom e Jovim, do grupo etnográfico de Valbom, do Rancho de Melres, do Agrupamento de Escolas de Valbom, do Turismo do Porto e Norte, do Instituto de Ciências Empresariais do Turismo, das Águas do Douro e Paiva e do Município de Gondomar”. 

A criação deste projeto teve como propósito mostrar à comunidade um património que existe em comum e divulgá-lo, “porque o valboeiro, ainda que com outro nome, há em diversas regiões portuguesas ou até do norte de Portugal”. Além deste a sensibilização do cidadão e das entidades como a Câmara Municipal de Gondomar e as Uniões de Freguesia. “Só desta forma é que conseguimos criar uma dinâmica para que se possa repetir, no próximo ano, noutros moldes, com outra visibilidade”, explica. 

“A construção do valboeiro visa chamar a atenção para o património fluvial, rio, para a qualidade da água, para as espécies piscícolas, para os recursos endógenos naturais desta região. Sabemos que com a revolução industrial tudo mudou e que estamos agora numa era moderna e esta modernidade tem custos como as alterações climáticas, as alterações nos ecossistemas, as percas materiais e imateriais, e este projeto engloba tudo, a comunidade, o rio, as entidades, a parte ambiental e os patrimónios fluviais e não fluviais”, realça. 

Valboeiro-Oficina Fluvial 

O Valboeiro-Oficina Fluvial consiste em construir um barco do princípio ao fim. Conta com a presença de crianças “porque são o futuro e queremos mostrar-lhes a eles a memória e a identidade deles, porque ainda estão em processo de criação e isto é o que eles são. Como só posso gostar do que conheço faz sentido fazer com que estas crianças conheçam para conseguirem dar continuidade a estes projetos”, menciona Artur Sousa.

Esta iniciativa esteve presente durante quatro dias em Melres, seguindo-se para Valbom para calafetar e pintar. Este meio de transporte utiliza remo (dois ou quatro remos) podendo ocasionalmente usar uma pequena vela. O barco tem o nome valboeiro porque é de Valbom, mas normalmente cada terra dá um nome distinto, independentemente disso são sempre valboeiros. 

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