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Grupo Desportivo do Covelo regressa aos campeonatos federados

O Grupo Desportivo do Covelo na próxima época desportiva irá competir na segunda divisão da Associação de Futebol do Porto. O Jornal VivaCidade esteve à conversa com os dirigentes do clube, Bruno Monteiro, Presidente do clube, Sílvio Santos, vice-presidente, Joaquim Santos, tesoureiro e Hélder Barbosa, vogal.

Passados cerca de vinte anos desde que o Covelo esteve nos campeonatos distritais da Associação de Futebol do Porto, quais os motivos que levaram com que o Covelo voltasse a competir no escalão federado?

O principal motivo é que a própria instituição e a própria freguesia tenham um clube federado, já não fazia sentido estar num campeonato amador, e o federado sempre foi o nosso objetivo desde que abrimos.

Vocês vão ter algum tipo de apoio? Como é que será realizada esta gestão?

O nosso apoio vem das pessoas, das empresas, dos patrocinadores, dos sócios e adeptos, isso é a base do Covelo a autossustentabilidade, ou seja, o Covelo é sustentado pelo Covelo. 

Além da vossa equipa sénior, planeiam ter formação num curto / médio prazo?

É uma pergunta difícil, a formação é um dos objetivos do Covelo, mas uma formação da forma que fomos criados quando eramos jovens. Na nossa visão o futebol e a formação têm de ser feita de forma a serem todos tratados da mesma. É insustentável criar condições estruturais para que se coloque jovens num relvado em terra batida (pelado) atualmente, porque para pormos um “pelado” em condições há despesas que as pessoas não têm consciência. Uma equipa gera despesas de mais de dois mil euros por ano, havendo duas equipas temos de criar condições para outras equipas. Num jogo quando chove e o campo fica empapado e os jogadores ficam com “pé de galinha” e torna-se insustentável. Neste momento o objetivo é sustentar a equipa sénior na Associação de Futebol do Porto e quando houver uma estrutura aí sim colocaremos um relvado sintético, mas somente nessa condição.

O relvado sintético continua a ser um sonho ou já está mais próximo da realidade?

Para nós como direção, sim é um sonho que se aproxima mais da realidade porque começam a aparecer projetos, apoios e entidades, mas uma coisa que deveria ficar definido é que se uns têm sintético na Associação do Futebol Clube do Porto todas as equipas ativas haviam de ter um sintético, não faz sentido nenhum um estar no “pelado” e outro ter dois sintéticos. O sintético havia de ser uma prioridade social e começar a olhar para as massas humanas que movimentam cada clube e perceber que um clube que movimenta num jogo de 400 a 500 pessoas, merece o mínimo ter condições para um jogo. 

A que se deve o facto da população e simpatizantes de Covelo virem sempre apoiar o Covelo nos jogos?

É aquilo que a terra tem, porque aqui não há shoppings, não há nenhuma loja de roupa ou alguma coisa do género. Caso as pessoas queiram passear por aqui é vir aos campos de futebol, ou a algumas associações de dança e de festa.

Já têm a estrutura técnica para a próxima época?

Já temos estrutura técnica e nós temos a consciência que não temos os apoios e o dinheiro não abunda, então isto é muito fácil de explicar, a estrutura técnica é baseada nas pessoas que aqui estão, os diretores. Por isso é que nós não podemos comparar a outras equipas porque a direção que aqui está integra a maior parte da estrutura técnica. 

Então, maioritariamente a equipa é composta por pessoas das freguesias próximas?

Sim, acho que temos um pouco por todo o lado.

Como é que está a situação a nível de investimentos no relvado e acessos? Vão ter algum apoio das entidades?

Cada um tem as suas responsabilidades. Gostaria de deixar aqui frisado que esta rua, em torno o campo, foi limpa de ponta a ponta, tanto o mato como o lixo e até buracos na rua, pelo GD Covelo. Não havia luz na rua sequer. Depois foi pedido e instalado, também não havia água. Por isso, isto foi tudo limpo e tivemos de forçar muito para que se tapassem os buracos. Achamos que a Entidade deveria investir nestes locais, a rua já devia de estar feita, sinalizada, marcada e os passeios deviam estar feitos de ponta a ponta. Não faz sentido nenhum esta rua estar há não sei quantos anos e não estar aberta até Midões ou Gens para dar uma alternativa da circulação. Agora, isso é o que nós achamos, as entidades competentes é que tem de chegar aqui, avaliar e fazer como também deveriam restruturar a ponte velha, a ponte pedonal para as pessoas passarem. 

O estádio tem segurança?

Tem alarme, camaras de videovigilância e gravação, que é algo que não se vê noutros clubes, mesmo noutros campeonatos mais acima.

Vocês instalaram este material por terem sofrido com o vandalismo?

Sim, isto foi mesmo para retirar o vandalismo. Estamos numa política de quem deve não teme, então vimos aqui e somos gravados, mas sentimo-nos à vontade com isso. O alarme já está montado desde o início e as camaras vieram depois. A estrutura em si está ligada 24h por dia e qualquer um de nós, em casa, tem acesso a isso.

Como é que você se sente abraçar este novo projeto? 

Para nós sempre foi o primeiro objetivo quando falamos de vir para aqui, foi conseguir chegar a este passo que estamos a dar agora. Claro que sabíamos que não era fácil porque as estruturas estavam bastante degradadas e eram muito antigas. Faltava muita coisa, o posto médico, balneários e casas de banho. Antigamente jogava-se e era tudo aprovado, mas agora tivemos de atacar nesses pontos. É importante ter a equipa ativa, o pessoal gosta disto, gosta de vir ver o seu futebol e depois vai até ao café e faz as suas conversas e o pessoal vai fazendo o seu. 

Como é que prevê que seja esta época?

Nós temos os pés bem assentes na terra, sabemos que não se consegue fazer logo tudo de uma vez. Temos de ir com calma. Sabemos que ainda faltam algumas estruturas no campo e estruturas humanas para acompanhar a equipa. Sabemos que não conseguimos fazer logo isso no primeiro ano, nem se calhar no segundo, temos essa consciência.

Vocês têm autocarros para os jogadores?

Não, estamos a pensar fazer uma parceria para alugarmos o autocarro e pagamos um determinado valor. Sendo que poderão, também, ir adeptos para acompanhar a equipa. Temos 350 sócios ativos e pagantes (1€/mês) é importante as pessoas saberem disso.

Vocês vão competir como equipa amadora ou já federada?

O nosso objetivo é jogar ao domingo, mas se pudermos ficar com o estatuto amador para não cobrar bilhete, preferíamos. A nossa missão é que o futebol sem adeptos não é futebol!

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