Combate à pirataria: uma luta sem fim

[caption id="attachment_6100" align="alignleft" width="300"]Viva Tec - dezembro 2015 Combate à pirataria: uma luta sem fim / Foto: DR[/caption]

Há dois meses, a Inspeção Geral das Atividades Culturais (IGAC) enviou uma lista de 51 websites a serem bloqueados pelas diferentes operadoras. A ordem decorre de um protocolo assinado no passado verão entre a IGAC, as operadoras de telecomunicações e outras entidades. Desde então, o acesso a diversos sites da Internet ficou completamente bloqueado.

As principais razões para fazer uso de conteúdos obtidos de forma ilegal são, sem sombra de dúvida, a sua gratuitidade e a facilidade como a eles chegamos. A ideia do protocolo é cortar o mal pela raiz, mas isso resulta?

Desde o começo destas ações, os cibernautas depressa encontraram soluções para contornar a situação. Podemos dizer que a situação pouco, ou nada mudou.

Agora, meses depois da instauração do protocolo anti-pirata, podemos refletir sobre se a proibição é realmente a melhor forma de combate aos downloads ilegais. Com o advento do Netflix, verificamos que muitos não se importariam de pagar um preço justo (para as suas carteiras) por conteúdos culturais. Além disto, vários conteúdos passam em canais que não estão disponíveis para todos – e com atrasos gritantes face à data de emissão original. Admitamos, ninguém gosta de ficar atrasado na sua série favorita ou levar com os famosos spoilers.

Face a isto, não seria melhor repensar a forma como os conteúdos são vendidos e disponibilizados ao público antes de qualquer bloqueio? É que existe um ditado para isto: “O fruto proibido é o mais apetecido”.

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