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Cardeal é o grande vencedor do concurso gastronómico

O Restaurante Cardeal obteve o primeiro prémio no concurso dos melhores rojões à moda de Baguim do Monte, assim como o prémio combinado. O Vivacidade foi falar com os proprietários, que desde Agosto estão a gerir o restaurante, e a chefe de cozinha, para saber qual é o segredo para serem os vencedores dos melhores rojões. 

Satisfeita com esta distinção? 

Numa escala de um a dez, dez. Nós pegamos no restaurante em plena pandemia e foi a primeira vez que ganhamos este prémio e é motivo de orgulho. 

O que traz este prémio para o restaurante?

É o conhecimento do Cardeal, embora já seja um restaurante conhecido aqui na freguesia agora com isto a procura é maior. As pessoas geralmente têm em mente que o restaurante “O Cardeal” é  um restaurante caro e ao saberem que tem os melhores rojões já começaram a procurar e a desmitificar muito o fator de preço. O que acaba por nos dar um grande reconhecimento. 

Relativamente a preços, confirma que realmente é um restaurante caro ou é um mito? 

Pessoalmente, acho que aqui em Baguim do Monte, não há nenhum restaurante que se possa comparar ao Cardeal. Penso que é um mito porque a qualidade paga-se. Não considero que seja um restaurante caro, está dentro da média nacional.

É vossa percepção que o preço que praticam é ajustado à qualidade que apresentam?

Para nós é mais importante ter qualidade do que reduzir o preço em 1 ou 2 euros. Até porque trabalhamos sempre com as melhores matérias primas, que há no mercado. Desde as bases, ao óleo, ao azeite, às carnes, ao queijo. Nós preferimos cuidar do cliente e primar por ter os melhores ingredientes e as melhores matérias primas. Se o produto é bom o resultado final é extraordinário, independentemente do custo, seja mais 1 ou 2 euros. 

Qual é o tipo cliente que querem atingir? 

Todo aquele cliente que valorize e aprecie qualidade. 

Paradesmistificar, esta questão do preço, quanto é que custa em média um almoço?

Oito euros e meio, só a refeição, com bebida, sobremesa e café fica em média 15 euros.

Vieram para aqui e o restaurante já tinha a fasquia muito alta, foi difícil manter essa fasquia?

Há sempre espaço para crescer. A fasquia era elevada não posso dizer que não. Já  havia um nome muito grande por trás, no entanto passo a passo nós fomos conquistando o nosso espaço, fomos-nos adaptando, fomos criando o nosso mercado, dando o nosso toque pessoal. Hoje olho para trás e digo que foi difícil mas conseguimos.

Qual é o vosso principal objetivo?

Para mim, o restaurante cardeal tem que ser um restaurante de nome a nível nacional que venham pessoas de Lisboa, por exemplo, como já aconteceu pessoas a virem do Algarve à nossa procura. .  .      Queremos que as pessoas pensem num restaurante para vir a Gondomar almoçar ou jantar e pensem automaticamente no “Cardeal”. É para isso que trabalhamos. 

Além dos proprietários do restaurante falamos com a chefe de cozinha, Carina Oliveira responsável pela confecção dos rojões que foram alvo do prémio no Concurso Gastronómico de Baguim do Monte.

Qual é o segredo para este prato que ganhou o prémio no concurso gastronómico? 

Este prato é um prato que é moroso a confecionar porque tem vários passos       e vários elementos que o compõem. Com uma boa carne de porco como a que nós usamos, a  barriga e o cachaço, um bom tempero e seguindo a receita tradicional da confraria é o segredo. O sangue, as tripas, o redenho, que demora bastante tempo até ficar no ponto, as castanhas e os grelos, adicionado recentemente para dar mais ênfase ao prato que é por si só bastante pesado e os grelos cortam com a acidez da gordura dos rojões.

Quanto tempo é que demora a fazer este prato? 

Entre duas e três horas. 

Qual foi a sensação de ter ganho o prémio?

Foi um enorme orgulho. Faço parte do melhoramento da receita se não tivesse ganho algum destaque ia ficar muito triste, porque isto é uma receita fácil, é preciso seguir todos os passos, não é um prato difícil de confecionar embora seja demorado.

A paixão com que confeciona os seus pratos é fator decisivo no produto final?

É fundamental. Se você estiver contrariado a fazer alguma coisa aquilo não vai correr bem. É como na comida. Comida é conforto, é amor.

Há algum prato que gostaria de ser reconhecida por fazer?

Não tenho assim nenhum, ainda não tivemos tempo aqui neste restaurante para conseguir  implementar um prato desses. Sinto que faço muito bem assados. O cabrito é o meu prato assinatura. Quero melhorá-lo e quero tornar isso diferente aqui no Cardeal. Quero que as pessoas procurem pelo Cardeal pelas nossas especialidades e pelo bem que sabemos fazer. 

 

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